{"id":5754,"date":"2021-11-22T09:04:39","date_gmt":"2021-11-22T12:04:39","guid":{"rendered":"https:\/\/fmkerigma.com.br\/falta-de-sono-na-pandemia-fez-crescer-casos-de-obesidade-infantil-cidades\/"},"modified":"2021-11-22T09:04:39","modified_gmt":"2021-11-22T12:04:39","slug":"falta-de-sono-na-pandemia-fez-crescer-casos-de-obesidade-infantil-cidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/fmkerigma.com.br\/kerigma\/falta-de-sono-na-pandemia-fez-crescer-casos-de-obesidade-infantil-cidades\/","title":{"rendered":"Falta de sono na pandemia fez crescer casos de obesidade infantil &#8211; Cidades"},"content":{"rendered":"<p> <br \/>\n<\/p>\n<div id=\"\">\n<p>          Foto: Divulga\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Um estudo feito por pesquisadores da Universidade da Pensilv\u00e2nia, nos Estados Unidos (EUA), mostrou que 15,4% das crian\u00e7as atendidas em 29 cl\u00ednicas ligadas ao Hospital Infantil da Filad\u00e9lfia, no per\u00edodo da pandemia de covid-19, estavam obesos. Em 2019, o percentual era de 13,7%.<\/p>\n<p>O aumento ocorreu em todas as faixas et\u00e1rias, variando de 1% nos adolescentes de 13 a 17 anos a 2,6% nas crian\u00e7as de 5 a 9 anos.\u00a0<\/p>\n<p>Foi medido o \u00edndice de massa corporal (IMC) de 169.179 crian\u00e7as e adolescentes atendidos de junho a dezembro de 2019 e comparado ao dos 145.081 pacientes consultados no mesmo per\u00edodo em 2020.<\/p>\n<p>Outro estudo, coordenado pelo Pennington Biomedial Research Center, tamb\u00e9m nos EUA, mostrou que, a cada hora adicional de sono em crian\u00e7as de 3 a 5 anos, houve redu\u00e7\u00e3o de 0,48 do IMC.\u00a0<\/p>\n<h2>Etenda a rela\u00e7\u00e3o do sono com a obesidade infantil<\/h2>\n<p>Al\u00e9m do consumo excessivo de alimentos cal\u00f3ricos e do sedentarismo, a dura\u00e7\u00e3o do sono \u00e9 um fator de risco para a obesidade infantil.\u00a0<\/p>\n<p>Com base nesses dados, o Instituto do Sono faz um alerta aos brasileiros, j\u00e1 que tamb\u00e9m no pa\u00eds o confinamento e a suspens\u00e3o das aulas presenciais por causa da pandemia agravaram a obesidade infantil.<\/p>\n<p>Segundo o m\u00e9dico Gustavo Moreira, pesquisador do Instituto do Sono, o aumento da obesidade entre crian\u00e7as que dormem menos \u00e9 o resultado de uma combina\u00e7\u00e3o de fatores.\u00a0<\/p>\n<p> \u201cTeoricamente, se voc\u00ea est\u00e1 acordado, est\u00e1 gastando mais energia, mas, na realidade, o tempo a mais que as pessoas passam acordadas, elas est\u00e3o em frente a uma tela grande ou pequena, em atividades de pouco gasto energ\u00e9tico, em m\u00eddia social, videogame, streaming, estudando. As pessoas est\u00e3o fazendo menos exerc\u00edcio e t\u00eam uma oferta cal\u00f3rica maior entre os alimentos\u201d, disse Moreira. <\/p>\n<p>Outro fator \u00e9 que, se o indiv\u00edduo est\u00e1 dormindo menos, no caso das crian\u00e7as e adolescentes, o organismo entende que \u00e9 pouco e que a pessoa est\u00e1 em uma situa\u00e7\u00e3o de stress.<\/p>\n<p> \u201cTemos dois horm\u00f4nios que controlam nosso apetite: a lepitina, que \u00e9 o horm\u00f4nio da saciedade, e a grelina, que \u00e9 o da fome. Quando durmo menos, produzo menos lepitina e mais grelina, ou seja, aumenta meu apetite, e a tend\u00eancia \u00e9 a de comer mais sem oportunidade de gasto\u201d, explicou o m\u00e9dico. <\/p>\n<p>Moreira lembrou que a pandemia contribuiu para o crescimento da obesidade porque alterou a rotina das crian\u00e7as que, para ter uma vida saud\u00e1vel, precisam de uma alimenta\u00e7\u00e3o balanceada, exerc\u00edcios e gasto de energia.\u00a0<\/p>\n<p>Por\u00e9m, para evitar a contamina\u00e7\u00e3o pelo coronav\u00edrus, as crian\u00e7as foram obrigadas a trocar as atividades ao ar livre por jogos no celular e as aulas no col\u00e9gio pelo ensino remoto.<\/p>\n<p> \u201cQuando ficam muito tempo na frente das telas, as crian\u00e7as comem v\u00e1rias vezes ao dia, principalmente bolachas, salgadinhos e doces. E a grande exposi\u00e7\u00e3o \u00e0s telas leva os pequenos a dormir mais tarde e acordar cedo\u201d, afirmou o m\u00e9dico. <\/p>\n<p>Como controlar?<\/p>\n<p>As recomenda\u00e7\u00f5es dos especialistas para evitar a obesidade infantil incluem:<\/p>\n<p>1. manuten\u00e7\u00e3o de uma alimenta\u00e7\u00e3o regular, com hor\u00e1rios para todas as refei\u00e7\u00f5es da fam\u00edlia<\/p>\n<p>2. prefer\u00eancia por alimentos naturais frente aos industrializados, como os enlatados e empacotados<\/p>\n<p>3. observa\u00e7\u00e3o da pir\u00e2mide alimentar, composta por oito grupos de alimentos essenciais para a sa\u00fade (carboidratos, verduras e legumes, frutas, leites e derivados, carnes e ovos, leguminosas e oleaginosas, \u00f3leos e gorduras e a\u00e7\u00facares e doces)<\/p>\n<p>4. \u00e9 preciso ainda que os pais deem o exemplo, j\u00e1 que adultos que seguem uma dieta balanceada influenciam os filhos a se alimentar de forma saud\u00e1vel.<\/p>\n<p>O especialista ressaltou que \u00e9 fundamental estabelecer uma rotina para a crian\u00e7a, com hor\u00e1rios bem definidos para dormir, acordar, brincar e estudar. Al\u00e9m de reduzir o tempo de tela e aumentar as atividades ao ar livre, levando os filhos para brincar em locais abertos.<\/p>\n<p>Sono dos adultos<\/p>\n<p>A crise sanit\u00e1ria tamb\u00e9m afetou a qualidade do sono dos adultos. Segundo uma pesquisa do Instituto do Sono, entre os 1.600 participantes do levantamento, 75% atribu\u00edram a piora do sono ao aumento das preocupa\u00e7\u00f5es; 64% \u00e0 perman\u00eancia por mais tempo em frente a telas de computador, televis\u00e3o e celular; e 54% ao fato de ficarem em casa de forma mais prolongada.<\/p>\n<p>Ao abordar a qualidade de sono, o estudo revela que 67% dos participantes tiveram mais dificuldade para dormir; 61,6% passaram a dormir mais tarde; e 59% acordaram mais vezes durante a noite.<\/p>\n<p>Fonte: Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n<\/p><\/div>\n<p><br \/>\n<br \/><a href=\"http:\/\/noticias.r7.com\/cidades\/folha-vitoria\/falta-de-sono-na-pandemia-fez-crescer-casos-de-obesidade-infantil-22112021\">Source link <\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Foto: Divulga\u00e7\u00e3o Um estudo feito por pesquisadores da Universidade da Pensilv\u00e2nia, nos Estados Unidos (EUA), mostrou que 15,4% das crian\u00e7as atendidas em 29 cl\u00ednicas ligadas ao Hospital Infantil da Filad\u00e9lfia, no per\u00edodo da pandemia de covid-19, estavam obesos. 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