Ida de Bolsonaro ao PL também muda situação de ministros

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Presidente se filia ao partido nesta terça-feira, 30, e deve levar com ele parlamentares de outras legendas, além de membros da equipe que deverão disputar cargos eleitorais em 2022

Alan Santos/PRPresidente Jair Bolsonaro, há meses sem partido, se filia nesta terça-feira ao PL e deve arrastar com ele ministros e parlamentares de outras legendas

Uma aliança tida como improvável no passado agora começa a tomar algum contorno. Isso porque o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que está para sair do PSDB, disse a dirigentes de centrais sindicais nesta segunda-feira, 29, que pode aceitar ser vice na chapa do petista Lula. Em reunião com as lideranças, Alckimin diz ter se preparado para concorrer de novo ao governo do Estado. No entanto afirmou que surgiu a hipótese federal e que essa hipótese exigirá trabalho, mas que caminha. Outro movimento político importante desta semana ocorre com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Nesta terça-feira, 30, ele se filia ao PL, o Partido Liberal, para pilotar sua campanha pela reeleição em 2022. O partido fará uma festa em Brasília para comemorar o ato, Bolsonaro no entanto pediu algo comedido, diferente das filiações de Sérgio Moro ao Podemos e de Rodrigo Pacheco ao PSD. Por ser realizado no dia 30 de novembro, feriado do Dia do Evangélico no Distrito Federal, muitas lideranças desse setor, que apoiam o presidente, estarão presentes.

O senador Flávio Bolsonaro disse que também irá ao PL e fará sua filiação ao lado do pai nesta terça. O Partido Liberal segue em busca de novos nomes para integrar a legenda dentre os atuais congressistas, inclusive há uma especulação nos bastidores de que cerca de 30 parlamentares hoje ligados ao PSL, partido que foi do presidente devam migrar para a legenda o que faz com que o PL suba de terceiro possivelmente para primeiro lugar como a maior bancada da Câmara.

O deputado federal Giovani Cherini (PL-RS) comemora a chegada de Bolsonaro e ainda anunciou Onyx Lorenzoni na legenda para disputar o governo do Rio Grande do Sul. “Eu quero dar as boas-vindas ao maior líder liberal do planeta, que amanhã estará assinando ficha do nosso partido. Eu quero também dar as boas-vindas ao ministro Onyx Lorenzoni, que estará entrando em breve no Partido Liberal do Rio Grande do Sul para ser o nosso candidato a governador do Estado do Rio Grande do Sul”, disse. Em entrevista à Jovem Pan News, a deputada federal Carla Zambelli, hoje ligada ao PSL, também disse que acompanhará Bolsonaro no PL e ainda criticou Sérgio Moro por sua falta de posicionamento. “Eu acho que ele tem os pensamentos dele e eu acho que ele não se posiciona. Aquele típico em cima do muro. Se ele fosse de esquerda eu acho que ele poderia falar sobre. O conservador, se ele é de direita, ele defende a legítima defesa, defende liberdades individuais, então de direita ele não é. De esquerda também não sei se ele é. Ele não fala, por exemplo, sobre a presença do Estado na vida das pessoas. Ele é favorável? É o estado mais enxuto ou estado mais robusto? Ele não se posiciona”, criticou. Para ir ao PL Bolsonaro costurou acordos. Entre eles a indicação de nomes para disputar governos estaduais. Isso pode ocorrer em São Paulo, no Rio de Janeiro e no em Estados do Nordeste.

*Com informações do repórter Fernando Martins





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