Hospitais particulares de SP são contra flexibilização do uso de máscaras e festas de Réveillon

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Especialistas garantem que as unidades privadas de saúde têm condições de atender um eventual aumento de casos em razão da nova variante do coronavírus, a Ômicron

ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOSindHosp emitiu um alerta para que as equipes dos hospitais se atentem aos sintomas e façam busca ativa de pacientes

Os hospitais particulares de São Paulo se posicionaram contra a flexibilização do uso de máscaras e a realização de eventos que gerem aglomerações, como o Réveillon. Anteriormente, o governo estadual havia anunciado a liberação do item de proteção contra a Covid-19 para o dia 11, mas, agora, aguarda um novo estudo após a confirmação de casos da variante Ômicron. O presidente do Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios de São Paulo (SindHosp), Francisco Balestrin, destaca que o uso de máscaras é um dos elementos mais positivos no combate à transmissão do vírus. “Em um ambiente onde está retornando essa variante, que é pouco conhecida, talvez seja o momento de um pouco mais de cautela até que novas e melhores informações desse vírus, dessa nova variante estejam colocados.”

O SindHosp emitiu um alerta para que as equipes dos hospitais se atentem aos sintomas e façam busca ativa de pacientes que apresentem diagnóstico positivoO ex-presidente da Anvisa, Dirceu Barbano, critica o possível relaxamento na vigilância genética. “Estabelecer com precisão se essa variante tem sido capaz ou não de gerar mais casos graves, ou que os casos estão leves, se está circulando exaustivamente. Essa informação compõe um mosaico de tantas outras que, do ponto de vista da gestão de saúde pública e do conjunto das instituições, ou mesmo das autoridades sanitárias, ela é muito relevante”, disse. 

Especialistas garantem que os hospitais particulares de São Paulo têm condições de atender um eventual aumento de casos, embora acreditem que a Ômicron pode ter impacto reduzido devido às altas taxas de vacinação completa, reforço e adoção de medidas sanitárias. Dirceu Barbano lembra que as infecções têm subido na Europa há mais de um mês. “Pode acontecer se essa variante, de fato, escapar das vacinas. E se nós não tivermos em mente que haverá um reforço, e muita gente já tem recebido o reforço da vacina, e vai ser necessário tomar no ano que vem de novo”, ponderou. Ainda nesta quarta-feira, 1, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) cobrou informações sobre estudos feitos pelas farmacêuticas sobre a efetividade das vacinas contra a variante Ômicron.

*Com informações da repórter Nanny Cox





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