Escute cinco canções menos lembradas, e geniais, que Freddie Mercury gravou com o Queen – Música

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    Se existe um “problema” com o Queen é o fato de terem feito tantos sucessos que muitas de suas músicas, incluindo até algumas que saíram em single e apareceram nas paradas, terem ficado um tanto esquecidas. Daí a ideia de marcar os 30 anos da morte de Freddie Mercury – ele nos deixou em 24 de novembro de 1991, aos 45 anos – de um jeito um pouco diferente: relembrando alguns grandes momentos do cantor que não ficaram tão massificados.

    As cinco músicas abaixo foram todas compostas por Freddie e, claro, são conhecidas pelos fãs mais fiéis e mesmo por quem é um ouvinte mais casual do quarteto, mas, obviamente, nenhuma delas atingiu o status de hino dos grandes clássicos deles.

    Se você é daqueles que conhece a banda apenas por coletâneas, ou passou a ouvi-los depois da cinebiografia “Bohemian Rhapsody”, fica o convite para celebrar a obra de Mercury escutando discos como “Queen II”http://entretenimento.r7.com/musica/vagalume/,”Sheer Heart Attack”http://entretenimento.r7.com/musica/vagalume/,”News Of The World”http://entretenimento.r7.com/musica/vagalume/,”The Game” e, claro, “A Night At The Opera”, na íntegra para mais surpresas.

    Seven Seas Of Rhye

    No Reino Unido essa não pode ser considerada exatamente uma canção “pouco lembrada”. Presente no segundo álbum da banda, o pesado “Queen II”, ela saiu como single e se tornou a primeira música deles a entrar no top 10. Ao vivo, eles a tocaram de tempos em tempos, especialmente em 1974 e 1975 e, depois, entre 1984 e 1986.

    Se o popular “Greatest Hits” tivesse saído no Brasil e nos EUA com as mesmas músicas que a edição inglesa original, é capaz que “Seven Seas” hoje gozaria da mesma popularidade que os grandes hits do grupo, mas ela acabou de fora dessas edições – no Brasil, ela deu espaço para ‘Love Of My Life“, e nos Estados Unidos, para “Keep Yourself Alive“.

    A música foi tocada pelo quarteto, em uma versão bastante encurtada, nos dois shows que fizeram no Rock In Rio, em janeiro de 1985.

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    In The Lap Of The Gods

    Um dos grandes, e mais teatrais, momentos de “Sheer Heart Attack”, o terceiro álbum do grupo e o primeiro a fazer realmente sucesso nos EUA (chegou ao 12° lugar). No Reino Unido ele foi número 2. Ao vivo ela só foi tocada pela banda nas turnês de 1974 e 1975, como número de enceramento da parte protocolar dos shows, ou seja, antes do bis.

    De fato ela tem um bom “clima de despedida” e poderia ter garantido esse posto por anos e anos… isso se eles não tivessem criado, pouco tempo depois, a “canção de fim de show definitiva”: “We Are The Champions“.

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    Death On Two Legs

    Com Mercury abusando de sua faceta venenosa, essa faixa abria o imortal “A Night At The Opera”, considerado, seja pela imprensa ou pelos fãs, a obra definitiva do Queen. Ela tem tudo o que se espera de uma boa canção de pegada mais roqueira da banda: os vocais operísticos, a melodia forte, um trabalho magistral de Brian May na guitarra e o talento único deles para criar um épico cheio de partes intrincadas, que, como por milagre, fazem sentido quando juntos. Tudo isso em pouco menos de quatro minutos!

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    Life Is Real (Song For Lennon)

    “Hot Space” é o patinho feio da discografia da banda, aquele disco que costuma aparecer logo de cara em listas, do tipo “Queen do pior para o melhor”. Lançado em 1982, o disco trouxe a banda fazendo mais músicas em um formato dançante depois do grande sucesso de “Another One Bites The Dust“, inclusive nos EUA, onde eles nunca foram tão populares quanto no restante do mundo. Isso não significa que o disco seja totalmente desprezível, até porque ele traz “Under Pressure (feat. David Bowie)“, presença certa em qualquer lista das melhores músicas deles.

    O lado B, com músicas mais “tradicionais”, tem momentos que valem uma nova avaliação. “Calling All Girls“, das melhores composições de Roger Taylor para o grupo, é uma delas, a balada soul “Cool Cat“, escrita pelo baixista John Deacon, com uma mão de Mercury, é outra. E há também “Life Is Real”, uma bela homenagem de Mercury para John Lennon, morto em dezembro de 1980.

    Com exceção de “Under Pressure”, as músicas de “Hot Space” foram deixadas de lado dos shows, tão logo a sua turnê de divulgação chegou ao fim (“Staying Power“, chegou a ser ouvida em alguns shows em 1984, mas logo foi abandonada). “Life Is Real”, só foi ouvida em cinco shows.

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    It’s A Hard Life

    “The Works” foi o álbum que botou o Queen “de volta na linha”, depois de “Hot Space” e da trilha sonora de “Flash Gordon”. Um dos discos mais fortes da banda, ele também foi bem democrático na hora de ceder músicas para compactos, foram quatro, sendo uma composição de cada integrante. “Radio Ga Ga“, de Taylor, foi o maior sucesso, “I Want To Break Free“, mais uma pérola de Deacon, é querida até hoje e rendeu um clipe inesquecível, “Hammer To Fall“, a mais roqueira delas, sempre será lembrada por ter sido tocada no Live Aid, e há “It’s A Hard Life“, balada derramada bem ao estilo de Mercury, que é a menos lembrada delas, ainda que tenha chegado ao sexto lugar no Reino Unido.

    A música foi tocada em vários dos shows de 1984 e 1985, mas não sobreviveu à turnê seguinte, a última que Mercury completou. A versão abaixo vem do Rock In Rio:

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    “Faixa Bônus”: “Rock In Rio Blues

    Terminamos com uma curiosidade, o “Rock In Rio Blues”. Essa música foi improvisada no show que eles fizeram no festival carioca em 18 de janeiro de 1985 – em sua primeira e única exibição. Uma brincadeira que ainda assim surpreende por mostrar a incrível extensão vocal de Mercury. A canção tinha tudo para ficar guardada apenas na memória de quem viu aquele show (ou tinha o vídeo com o concerto), mas ela acabou resgatada uma década depois, ainda que não muito.

    Ela foi usada como faixa extra de um dos singles do disco póstumo “Made In Heaven” e incluída no EP bônus que acompanhou o seu relançamento de luxo em 2011.

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    Fonte: Vagalume



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