‘É necessário um inquérito da Marinha para encontrar a causa do incidente em Capitólio’, afirma coordenadora da Defesa Civil

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Tenente-coronel Gracielle ainda destacou a importância de as pessoas respeitarem os alertas de mau tempo emitidos pelo órgão

Reprodução/Twitter/@Bombeiros_MGLocal do deslizamento de rocha em Capitólio, Minas Gerais

Após o desabamento de uma rocha, no Lago de Furnas, na cidade de Capitólio, a cerca de 300 km de Belo Horizonte, em Minas Gerais, na tarde deste sábado, 8, a tenente-coronel Gracielle, coordenadora adjunta de Defesa Civil, concedeu uma entrevista ao vivo, por telefone, ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News, neste domingo, 9. Ela destacou que um alerta de mau tempo havia sido emitido para a região e lembrou a importância das pessoas respeitarem esses alertas para evitar riscos e acidentes. A tenente ainda pediu que investigações sejam feitas para descobrir o que provocou o desabamento. “Essa questão de Capitólio, eu não posso afirmar o que foi a causa do desabamento dessa pedra. É necessário que haja um inquérito da Marinha, que tem jurisdição da região, e que já anunciou, em nota, que está providenciando, que a polícia judiciária e a polícia civil com seu corpo de perícia também façam seu trabalho para encontra a causa desse incidente”, afirmou.

“É importante que os alertas [da Defesa Civil] não sejam subestimados. As pessoas precisam acreditar naquelas informações… Nós precisamos que as pessoas recebam essas alertas, programem seus deslocamentos, adotem medidas de autoproteção, não se colocando em risco. As chuvas intensas são um fenômeno da natureza, nós não temos como impedir que essas chuvas caiam. As vezes, o risco geológico, com deslizamento de terra, e hidrológico, com aumento das águas dos rios, não está no nosso controle, mas nós temos como avisar às pessoas através desses alertas para que elas se programem e se afastem desses locais de risco”, alertou a tenente-coronel Gracielle.

Ela ainda falou que é comum chover muito na região do lago e que, anteriormente, várias reuniões sobre cuidados para a área já foram realizadas com coordenadorias de municípios próximos. “O que podemos dizer é que estamos em um período chuvoso intenso no Estado de Minas Gerais. Aquela região é uma região em que, habitualmente, se chove muito. Não raras vezes, já foram passadas inúmeras dicas, feitas reuniões com as coordenadorias municipais dessas regiões, no sentido de alertar às pessoas a darem valor aos alertas que são emitidos pela Defesa Civil. É uma região em que é constante haver o fenômeno da cabeça-d’água, quando se chove muito na cabeceira dos rios e a água vai aumentando no leito, e esse aumento inesperado as vezes pode causar transtornos”, pontuou.

Segundo a tenente-coronel, atualmente o local do acidente está interditado no momento para que as equipes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais e da Marinha do Brasil possam atuar, com mergulhadores, sem interferências, o que fazem desde o início da manhã de hoje, buscando pelas três pessoas que continuam desaparecidas após o incidente. Ela ainda destacou que vários órgãos do governo do Estado montaram um gabinete de crise, com base no Clube Náutico, para gerir a questão. “Todas as ações referentes à segurança da operação e referentes as buscas e salvamento estão ocorrendo de acordo com as prioridades estabelecidas nos planos de trabalhos que são desenvolvidos por todas as instituições que estão ali, em conjunto, para se chegar à solução da crise o mais rápido possível”, disse. E lembrou: “Se houver pessoas que, em virtude desses acontecimento, que morem em locais de risco, próximo a rios e encostas, se perceberem que suas residências apresentam avarias, desnível de solo, rachaduras, pedimos que acionem imediatamente a defesa civil do seu município ou estadual ou ainda os telefones de emergências, 193, os bombeiros, e 190, da polícia militar”





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