“Continuar o legado”: WILLOW fala sobre vencer o racismo no Rock e o poder do Pop Punk

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    WILLOW
    Foto por Dana Trippe

    De maneira relativamente improvável, já que surgiu com forte apego ao R&B, WILLOW lançou um dos melhores discos de Rock de 2021.

    Com a ajuda de nomes como Travis Barker Avril Lavigne, a filha de Will Smith trouxe em lately I feel EVERYTHING uma sonoridade que abraça o Pop Punk mas também apresenta tons de experimentalismo, resultando em algo verdadeiramente único — assim como é a relação dela com esse gênero musical, já que sua mãe é ninguém menos que Jada Pinkett Smith.

    Se você não sabe, ela liderou por alguns anos a ótima banda Wicked Wisdom, cuja história a gente já detalhou por aqui. Em uma entrevista recente com a NME (via Loudwire), WILLOW falou sobre todas as dificuldades que sua mãe — que também é negra — enfrentou com o público do Rock, notavelmente ainda mais preconceituoso à época. Ela explicou, ainda, como se inspirou na mãe para seguir seu caminho atual:

    Ela me mostrou o que é realmente ser uma mulher. Literalmente não há palavras para descrever [o sentimento de] ter que subir na frente de pessoas que literalmente a odiavam, toda noite. Ela fazia isso com tanta graça e poder. E a cada show ela ganhava o público. No final do show, as pessoas que estavam direcionando ofensas racistas a ela e jogando coisas nela estavam tipo, ‘Na real, eles meio que mandaram benzão’. Isso realmente fazia valer a pena.

    A minha mãe fez a coisa dela, assim como várias outras belas mulheres negras, como a Alexis White do Straight Line Stitch. [O meu álbum] não é sobre provar nada; é sobre continuar o legado.

    WILLOW, Rock e o Pop Punk

    Ainda nesse papo, a jovem cantora contou que foi basicamente condicionada a acreditar que deveria ficar no R&B e foi só com o tempo que ela percebeu que poderia seguir o caminho das guitarras — ainda mais porque tinha em casa um exemplo de alguém que fazia isso bem demais:

    Eu tinha tanto respeito pelo gênero do Rock, mas eu não sabia se eu poderia dar a ele exatamente o que ele precisava. Eu fui treinada muito especificamente como uma cantora de R&B e eu tinha visto a minha mãe gritando e fazendo isso de forma tão perfeita.

    Para finalizar, WILLOW ainda explicou que enxerga o Rock como um gênero pra lá de poderoso para as minorias, em especial nos EUA, e defendeu o Pop Punk:

    Eu acho que a magnitude da opressão que qualquer minoria nos EUA viveu historicamente coloca algo dentro de nós que faz com que a gente queira rugir um pouco e gritar. Eu acho que o Pop Punk é uma expressão muito bonita disso.

    Será que veremos WILLOW ainda mais pesada nos próximos trabalhos? Por enquanto, você pode relembrar nossa resenha de lately I feel EVERYTHING clicando aqui.





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