Comemoração do Dia do Empreendedorismo Feminino

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    DF e SP concentram 40% das mulheres com ensino superior do Brasil, maiores números do país

    Amanda Karolyne
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    Comparadas aos homens no mercado de trabalho, as mulheres empreendedoras têm maior grau de escolaridade, 49% delas são chefes de domicílio, são mais jovens, ganham menos, têm a estrutura de trabalho mais simples e empregam menos. Isso, segundo dados da pesquisa sobre empreendedorismo feminino no Brasil feita pelo Sebrae. No Distrito Federal, são 119.147 as mulheres empreendedoras, que representam 1% de 8,6 milhões de Donas de Negócio no Brasil. Em São Paulo e DF, estão concentrados os maiores números de mulheres que possuem nível superior, ambos representam 40% das empreendedoras formadas. Para comemorar o Dia do Empreendedorismo Feminino, conheça algumas empreendedoras que atuam no Distrito Federal.

    Vinda de São Paulo, o Japa Vegana é o primeiro delivery sustentável e com base em plantas do mundo, e o primeiro delivery de culinária japonesa vegano em Brasília. A empresa é comandada por Candy Saabedra, 45, e Barbara Burnier, 40. A jornada das duas começou três anos atrás em São Paulo, porque além do nicho vegano ser muito grande, Candy conta que a questão da consciência ambiental era algo que as atraiu para esse meio. “A ideia era abrir um restaurante que fale um pouco disso, do veganismo, vegetarianismo, e também que tivesse embalagem biodegradável”, aponta.

    Ela é formada em cinema e Bárbara foi transferida para o CCBB de Brasília, então elas ficaram no dilema de fechar ou não a empresa, mas a marca estava rodando de forma autêntica e então elas resolveram trazer com elas para a capital. São quase quatro meses atuando em Brasília, e Candy comenta que aqui o esquema do empreendimento mudou um pouco. “O brasiliense gosta muito da ideia ambiental e querer se alimentar melhor repensando as questões ambientais, e o molde foi um pouco diferente de São Paulo. Aqui funciona como delivery, mas como take away com o encontro de trocar ideia, porque o brasiliense é muito parecido com o carioca que gosta de conversar e trocar ideia sobre alimentação”, conta.

    Para Candy, quando você entra para o mundo do empreendedorismo é por querer curar alguma dor quando. “Era uma dor muito minha por amar culinária japonesa, mas era vegana a muito tempo”, comenta. Então ela e Bárbara foram sonhando juntas com um um restaurante japonês vegano, fizeram pesquisa de opinião e viram que tinha público. E que era uma dor de várias pessoas. “Daí tem que saber lidar bem onde que é negócio e onde que é casamento. A gente sonhou juntas com o projeto e acabou casando no meio do caminho”, destaca Bárbara.

    As duas chegaram a apresentar a ideia no Shark Tank Brasil dois anos atrás. “Foi uma experiência muito legal para fortalecer o trabalho”, destaca Bárbara. Candy acredita que quando se tem o dia do empreendedorismo feminino, é importante ouvir as dores das outras empreendedoras. “E por isso que eu fui para o programa porque queria falar sobre as dores e escutar a das outras. Quanto à mulher temos que nos ajudar umas as outras”, frisa. O mundo é muito patriarcal, segundo Candy, e são muitas barreiras para as empreendedoras. “Não é fácil, você tá comandando uma empresa e ter que lidar com vários fornecedores, a mulher sempre vai ser tida como fácil de dobrar e você tem que ser dura nas negociações e não só temos a empresa pra cuidar, como temos a vida’, aponta Candy, para a dupla jornada das empreendedoras.

    Brincando que como empreendedora feminina, ela e Bárbara cuidam da empresa com coração de mãe, e fazendo esse movimento, demoram mais a contratar, até contratando mulheres com menos experiência e dando treinamento. “É como ser mulher na vida, a gente leva a nossa empresa com o coração muito mais que com a razão”, adiciona Bárbara. Isso porque elas tentam trazer equidade para dentro da equipe, mas acaba que no começo foi difícil encontrar “sushi woman” e tiveram de buscar um “sushiman” para ensinar as mulheres a culinária japonesa. Um exemplo que a dona do Japa Vegana cita, é o de receber currículo de muitos homens e somente de poucas mulheres porque as mulheres não tem as mesmas oportunidades que os homens. “E eu acredito que temos de olhar com mais carinho para esses currículos femininos”, completa.


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    Universo infantil e impacto ambiental

    Dona da loja online de roupas de banho infantil Floresta BeachWear, Roberta Fernandes, 44, deixou a atuação como dentista, para empreender no universo infantil. Segundo ela, a paixão pelo universo da criança e por projetos sociais ligados à questão ambiental a levou para o empreendedorismo. Ela pensou numa marca que pudesse trabalhar com crianças, com foco na consciência ambiental.

    Um dos desafios que enfrentou, foi porque se preparou um ano inteiro para inaugurar a loja, mas veio a pandemia junto com a inauguração de seu negócio. Ela começou focada em parcerias e como poderia impactar as crianças e passar informações importantes de consciência ambiental. Inclusive, ela conta que a embaixadora da marca é a Nina Gomes do Instituto Mar Urbano, uma organização ambiental parceira da loja. “A pegada da Floresta BeachWear é mais com propósito ambiental do que comercial”, frisa.

    A loja trabalha com peças infantis de proteção UV50+ para priorizar o descarte do uso de filtro solar. Os produtos são reutilizados depois em um projeto para transformar os restos de tecido em pochetes.

    Para Roberta, é desafiador ser empreendedora, ela tem três filhas e tenta ser um exemplo e passar confiança para suas meninas. E justamente pela questão da maternidade que montou a empresa. Mas ela aponta que tudo para a mulher é mais complicado, entretanto, como a marca e a proposta é diferenciada, ela fez parcerias muito legais que a ajudaram a continuar no meio. Como mulher de negócios, ela gosta de trazer inovação sempre. Cita os cartões que às vezes manda junto com os produtos, com bichinhos e informações e curiosidades sobre onde eles moram. “As crianças se amarram”, brinca. Ela também já colocou etiqueta de papel de semente nos produtos para as crianças plantarem.


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    “A questão é conciliar a maternidade e o trabalho, é como se tivesse um sinal amarelo onde a mulher tá sempre ligada”, comenta Roberta. Ela acredita que mesmo com todos os desafios, a mulher tenha mais gás para trabalhar, é como se essas coisas motivasse mais ainda a mulher.

    Lista com alguns empreendimentos femininos no Distrito Federal

    • Lautha Studio Eyes – estética
    • Casinha Café – alimentação
    • Os Bordados da Victória – acessórios
    • Tati Leonardi Makeup – estética
    • Brechó Delass – Roupas
    • Nina Miu – Lingeries sustentáveis



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