Ativistas denunciam desaparecimentos e repressão a protestos contra governo de Cuba

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Segundo entidades, alguns opositores foram presos a caminho das manifestações e escoltas policiais foram instaladas para oprimir qualquer atividade contra presidência

Yander Zamora/EFEManifestações marcadas para esta segunda sofreram tentativas de repressão

Os protestos contra o governo marcados para esta segunda-feira, 15, por ativistas de Cuba foram “abafados” pela presidência de Miguel Díaz-Canel, que instalou vigilância policial nas casas das lideranças de oposição e teria prendido dissidentes que estavam saindo de casa em direção aos principais pontos de manifestação em Havana. De acordo com a imprensa independente do país, pelo menos 11 pessoas desapareceram e outras 44 foram detidas. Um dos jovens presos foi Osmel González Darlington, detido desde 13 de novembro. “Ele pode ser condenado a um ano de privação de liberdade e a causa de sua detenção arbitrária foi a negativa de prestar um depoimento que não tem nenhum padrão legal”, afirmou a organização Justicia 11J nas redes sociais. O grupo Archipélago, responsável por organizar algumas das manifestações no país, usou as redes sociais para emitir uma carta à comunidade internacional falando sobre a opressão.

Eles afirmaram que desde a posse de Miguel Díaz-Canel no país as violações de direitos humanos aumentaram. “A crueldade é voltada a ativistas, intelectuais, artistas, doutores e jornalistas independentes”, diz trecho da publicação. O coletivo também lembrou das opressões sofridas durante protestos no mês de julho, que terminaram com uma pessoa morta e, segundo organizações internacionais, mais de 1,1 mil pessoas presas. “Nosso protesto não busca nenhum tipo de confronto violento com o poder. Pelo contrário: é um convite à paz e à rejeição aos discursos violentos”, afirmou. Pouco depois, o coletivo também denunciou o desaparecimento de uma das colaboradoras, Daniela Rojo. “Há 24 horas ela não se comunica com ninguém da sua família nem com o grupo da moderação”, afirmou.

Pouco após o “esvaziamento” das manifestações reprimidas, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodriguez, usou as redes sociais para classificar os atos como “fracassados”. e disse que o país sofreu uma “tentativa de criar uma imagem artificial totalmente alheia ao que está acontecendo nas ruas”. A Organização das Nações Unidas e emitiu um comunicado nesta terça destacando a necessidade de “proteger, respeitar e promover a liberdade de expressão e opinião” no país e condenando as sanções contra jornalistas. Sem mencionar diretamente o governo do país, a representante pediu aos governos que “cumpram com as normas internacionais” e destacou que direitos como a liberdade de expressão e opinião “estão fortemente inscritos nas leis internacionais sobre direitos humanos”. Os governos da Espanha, a União Europeia e EUA, assim como entidades civis e de comunicação, pediram que autoridades da ilha caribenha devolvam as credenciais de trabalho de jornalistas da Agência EFE, que foram retiradas dois dias antes de protestos no local.





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